Especiais Atualizado em 13 de julho de 2026 por Renata Caldas

Peppino di Capri, um dos maiores nomes da música italiana, morreu aos 86 anos. Cantor e pianista, ele vendeu milhões de discos e influenciou artistas no Brasil e no mundo. Conheça sua história e legado.

Morre Peppino di Capri, ícone da música italiana, aos 86 anos

Peppino di Capri, cantor e pianista napolitano que marcou a música italiana com hits como 'Champagne' e 'Roberta', morreu aos 86 anos. A notícia foi confirmada pela família no dia 27 de junho de 2026. Ele estava em sua casa em Nápoles, cercado por familiares.

Peppino di Capri, nome artístico de Giuseppe Faiella, construiu uma carreira de mais de seis décadas. Nascido em 27 de julho de 1939, em Capri, ele começou a tocar piano ainda criança. Aos 17 anos, já se apresentava em clubes da ilha.

O sucesso nos anos 1960 e 1970

O grande estouro veio em 1960, com o single 'Malatia', que vendeu mais de 2 milhões de cópias na Itália. A partir daí, ele se tornou presença constante nos festivais de Sanremo, vencendo em 1973 com 'Un grande amore e niente più'.

'Champagne', de 1973, é talvez sua canção mais conhecida no Brasil. Com letra romântica e melodia envolvente, ela tocou em rádios de todo o país durante os anos 1970 e 1980. A faixa integra o álbum 'Peppino di Capri e i New Rockers', que vendeu 500 mil cópias.

Carreira internacional e influência

Peppino di Capri não se limitou à Itália. Gravou versões em espanhol e inglês de seus maiores sucessos, fazendo turnês pela Europa e pelas Américas. No Brasil, foi especialmente querido: em 1975, lotou o Canecão, no Rio de Janeiro, em uma série de shows.

Sua influência ecoa em artistas brasileiros. Caetano Veloso, em entrevista de 2018, citou 'Champagne' como uma das canções que o inspiraram na juventude. Já a banda carioca Los Hermanos gravou um cover de 'Roberta' em 2004, apresentando a canção a uma nova geração.

O estilo musical e a voz inconfundível

O som de Peppino di Capri combinava piano melódico com arranjos orquestrais, típicos da canção napolitana. Sua voz, um tenor leve e aveludado, era sua marca registrada. Ele gravou mais de 30 álbuns de estúdio, entre 1958 e 2018.

Em 2019, recebeu o prêmio 'Carreira' no Festival de Sanremo, em reconhecimento à sua contribuição à música italiana.

O legado

Peppino di Caprio deixa uma obra que atravessa gerações. Suas canções continuam a ser tocadas em rádios, novelas e filmes. O prefeito de Nápoles, Gaetano Manfredi, declarou luto oficial de três dias na cidade.

Para quem quer conhecer mais, sugiro ouvir a trilogia 'Champagne', 'Roberta' e 'Un grande amore e niente più'. Elas resumem o melhor de sua fase criativa. A época ideal para mergulhar nesse repertório é no outono europeu, entre setembro e novembro, quando o clima melancólico casa com a poesia de suas letras.

Perguntas Frequentes

Peppino di Capri morreu de quê?

A família não divulgou a causa da morte, mas informou que ele estava em cuidados paliativos há duas semanas devido a complicações de uma pneumonia.

Qual foi o maior sucesso de Peppino di Capri?

'Champagne' (1973) é sua canção mais famosa, seguida por 'Roberta' (1965) e 'Malatia' (1960). Juntas, venderam mais de 3 milhões de cópias.

Peppino di Capri tocou no Brasil?

Sim. Ele fez turnês no Brasil em 1975, 1980 e 1995, sempre com casa cheia. O show de 1975 no Canecão é lembrado como um dos melhores de sua carreira internacional.

Quantos discos Peppino di Capri vendeu?

Estima-se que suas vendas totais ultrapassem 10 milhões de cópias em todo o mundo, segundo dados da Federação Italiana da Indústria Fonográfica.

Peppino di Capri tinha parentes artistas?

Seu irmão, Eduardo Faiella, foi músico e compositor. O filho, Peppino di Capri Jr., seguiu carreira musical, mas com menos destaque.

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