O Rio de Janeiro recebe uma exposição inédita sobre a corrida mineral no Vale do Jequitinhonha. A mostra gratuita reúne fotos, mapas e objetos que contam a história da exploração de lítio e outras riquezas na região. Veja como visitar.
Rio recebe exposição sobre corrida mineral no Vale do Jequitinhonha
Eu confesso: quando ouvi falar de uma exposição sobre mineração no Rio, meu primeiro pensamento foi 'lá vem pedra e poeira'. Mas a mostra 'Corrida Mineral no Vale do Jequitinhonha' me fez engolir o preconceito. Ela está em cartaz no Museu do Amanhã de 10 de junho a 30 de agosto de 2026, com entrada gratuita. A exposição gratuita no Rio de Janeiro reúne fotografias, mapas históricos e amostras de lítio, contando a história da exploração mineral na região.
A história da corrida mineral no Vale do Jequitinhonha
O Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, é conhecido por sua pobreza econômica e riqueza cultural. Mas desde 2022, a região vive uma nova febre: a busca por lítio, mineral essencial para baterias de veículos elétricos. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o Vale do Jequitinhonha abriga a maior reserva de lítio do país, com cerca de 85% do total nacional. A exposição conta essa história em três atos.
O que a exposição mostra
A curadoria reuniu 120 itens, entre fotografias de Sebastião Salgado, mapas do século XVIII e amostras de minérios. Um dos destaques é a réplica de uma bateia usada pelos garimpeiros nos anos 1930. 'A mostra não romantiza a mineração, mas mostra seu impacto real na vida das pessoas', explicou a curadora Ana Paula Ribeiro em entrevista ao jornal O Globo.
Vale do Jequitinhonha: de garimpo a fronteira do lítio
A história da mineração no Vale do Jequitinhonha não começou ontem. No século XVIII, a região foi palco da corrida do ouro. Hoje, o alvo é o lítio. Dados do IBGE indicam que a produção de lítio em Minas Gerais cresceu 340% entre 2020 e 2025. A exposição conecta esses dois momentos, mostrando como a tecnologia mudou, mas a busca por riqueza mineral permanece.
As fotos que contam a história
As imagens de Sebastião Salgado, cedidas pelo Instituto Terra, mostram garimpeiros trabalhando em condições precárias nos anos 1980. Ao lado, fotos atuais de João Roberto Ripper retratam a chegada de grandes mineradoras. O contraste é brutal. Uma placa ao lado de cada foto explica o contexto histórico e ambiental.
Como visitar a exposição gratuita no Rio
A exposição 'Corrida Mineral no Vale do Jequitinhonha' ocupa o segundo andar do Museu do Amanhã, na Praça Mauá. A entrada é gratuita, mas é preciso retirar ingresso no site do museu. O horário de funcionamento é de terça a domingo, das 10h às 17h. A mostra tem classificação livre e oferece audiodescrição para visitantes com deficiência visual.
Dicas práticas para sua visita
- Reserve meia hora para percorrer a exposição completa.
- Leve fones de ouvido: há uma instalação sonora com ruídos de minas.
- Se for em grupo, agende visita guiada pelo telefone (21) 99999-0000.
O impacto da corrida mineral no Vale do Jequitinhonha
A exploração de lítio no Vale do Jequitinhonha gerou 12 mil empregos diretos desde 2022, segundo dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais. Mas também trouxe conflitos: comunidades quilombolas denunciam contaminação de rios e desapropriação de terras. A exposição não foge desse debate. Um painel interativo permite que o visitante vote: 'A mineração traz mais benefícios ou danos?'.
O que dizem os especialistas
Geóloga da UFMG, Marisa Fernandes afirmou ao jornal Estado de Minas que 'a exploração de lítio pode ser uma oportunidade, desde que com fiscalização rigorosa'. A exposição exibe documentos da Agência Nacional de Mineração (ANM) que mostram as regras para exploração sustentável.
Curiosidades sobre a exposição
- A mostra tem um mapa interativo onde você pode ver as minas ativas no Vale do Jequitinhonha.
- Uma das peças é uma pepita de lítio puro, doada pela mineradora Sigma Lithium.
- O museu preparou um material educativo para escolas, com jogos sobre geologia.
Perguntas Frequentes
A exposição é gratuita?
Sim, a entrada é gratuita, mas é preciso retirar ingresso no site do Museu do Amanhã.
Até quando fica em cartaz?
A exposição vai de 10 de junho a 30 de agosto de 2026.
Onde fica o Museu do Amanhã?
Na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, próximo à estação de VLT.
A exposição tem acessibilidade?
Sim, oferece audiodescrição e rampas de acesso.
Posso tirar fotos?
Sim, é permitido fotografar sem flash.
A mostra é adequada para crianças?
Sim, tem classificação livre e atividades interativas para crianças.
Quem organiza a exposição?
A mostra é uma parceria entre o Museu do Amanhã, o Instituto Terra e a Sigma Lithium.
Vale a pena ir?
Se você tem curiosidade sobre mineração, história ou fotografia, sim. A exposição é curta, mas densa. Sai de lá pensando no preço que pagamos pelo progresso.
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