O Festival Latinidades, maior festival de mulheres negras da América Latina, promove vivências sobre saúde física e mental. A edição de 2026 inclui rodas de conversa, oficinas e atendimentos gratuitos em Brasília e São Paulo.
O Festival Latinidades, maior festival de mulheres negras da América Latina, promove vivências sobre saúde das mulheres negras em sua edição de 2026. Com atividades em Brasília e São Paulo, o evento reúne rodas de conversa, oficinas de autocuidado e atendimentos médicos gratuitos, abordando temas como saúde mental, direitos reprodutivos e acesso ao SUS.
As vivências sobre saúde das mulheres negras no Festival Latinidades incluem rodas de conversa mediadas por profissionais de saúde, que discutem desde o racismo institucional até a medicalização do corpo feminino negro. Uma das atividades mais procuradas é a oficina de automassagem e fitoterapia, que ensina práticas ancestrais de cuidado. Segundo a organização do festival, a programação de saúde foi ampliada em 30% em relação ao ano anterior, com base em demandas das participantes.
Rodas de conversa sobre saúde mental
As rodas de conversa sobre saúde mental são um dos destaques. Psicólogas e terapeutas ocupacionais negras conduzem debates sobre ansiedade, depressão e síndrome do impostor, comuns entre mulheres negras em espaços de poder. Dados do Ministério da Saúde indicam que mulheres negras têm 40% mais chances de desenvolver transtornos de ansiedade em comparação com mulheres brancas. As sessões incluem técnicas de respiração e meditação guiada.
Atendimentos médicos gratuitos
O festival oferece atendimentos médicos gratuitos, como aferição de pressão, teste de glicemia e consultas ginecológicas básicas. Em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a edição de Brasília disponibilizou 500 vagas para exames de prevenção ao câncer de colo de útero. A procura superou as expectativas, com filas formadas desde as 6h da manhã.
Oficinas de autocuidado e ancestralidade
As oficinas de autocuidado resgatam práticas ancestrais, como o uso de óleos vegetais e ervas medicinais. Uma das mais concorridas ensina a preparar pomadas cicatrizantes com babosa e alecrim, receita passada por gerações em comunidades quilombolas. A atividade é conduzida por raizeiras do Maranhão, que compartilham saberes sobre plantas do cerrado.
Direitos reprodutivos e planejamento familiar
Debates sobre direitos reprodutivos ocupam um espaço central. Advogadas especializadas em direito à saúde explicam os trâmites para acesso a métodos contraceptivos no SUS e a lei do planejamento familiar. Dados do IBGE mostram que mulheres negras têm 25% menos acesso a consultas ginecológicas regulares do que mulheres brancas. As rodas incentivam o autocuidado e a busca por informação.
Acesso ao SUS e equidade racial
A discussão sobre acesso ao SUS inclui relatos de racismo institucional em hospitais. Médicas negras apresentam dados da Pesquisa Nacional de Saúde, que apontam que mulheres negras esperam em média 30 minutos a mais por atendimento em emergências. O festival propõe um protocolo de atendimento humanizado, já adotado por unidades de saúde do Distrito Federal.
Programação completa e como participar
A programação completa está disponível no site oficial do Festival Latinidades. As inscrições para as vivências sobre saúde das mulheres negras são gratuitas, mas exigem cadastro prévio. As atividades ocorrem no Museu Nacional da República, em Brasília, e no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista. Vale chegar cedo, pois as vagas são limitadas.
Perguntas Frequentes
O Festival Latinidades é gratuito?
Sim, todas as atividades do Festival Latinidades são gratuitas, incluindo as vivências sobre saúde das mulheres negras.
Quem pode participar das vivências sobre saúde?
As vivências são abertas a todas as mulheres negras, cis e trans, e também a pessoas não binárias que se identifiquem com a causa.
Preciso levar algum documento para os atendimentos médicos?
Recomenda-se levar RG, CPF e cartão do SUS para agilizar os atendimentos.
As oficinas de autocuidado têm custo?
Não, todas as oficinas são gratuitas, mas os materiais são fornecidos pelo festival, sem custo adicional.
Como faço para me inscrever nas rodas de conversa?
As inscrições são feitas pelo site oficial do festival, com vagas limitadas. É recomendável se inscrever com antecedência.
O festival oferece certificado de participação?
Sim, para atividades com carga horária superior a 2 horas, é emitido certificado digital.
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