Destaques Atualizado em 29 de junho de 2026 por Sérgio Bittencourt

Uma mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao reunir filmes raros, debates com arquivistas e oficinas de preservação. A iniciativa, realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira, propõe um mergulho na história do cinema nacional e na construção

Uma mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao reunir filmes restaurados, debates com arquivistas e oficinas práticas. A iniciativa, que ocorre no Centro Cultural São Paulo entre 10 e 20 de julho de 2026, propõe uma reflexão sobre como o cinema pode ser ferramenta de preservação histórica. A mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao combinar exibições de filmes históricos com oficinas de catalogação e restauro. Realizada em parceria com a Cinemateca Brasileira, a programação incentiva estudantes e profissionais a pensar o cinema como patrimônio, conectando curadoria, educação e preservação de acervos.

Curadoria e acervo: o papel da Cinemateca Brasileira

A Cinemateca Brasileira, fundada em 1956, mantém um dos maiores acervos audiovisuais da América Latina, com mais de 40 mil títulos. Segundo a instituição, a mostra selecionou 12 filmes das décadas de 1920 a 1970, muitos deles recém-restaurados. A curadoria priorizou obras que narram a formação cultural do país, como "Limite" (1931), de Mario Peixoto, e "O Cangaceiro" (1953), de Lima Barreto.

O diretor da Cinemateca, João Moreira Salles, afirmou em entrevista que "a mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual porque coloca o filme não como produto, mas como documento histórico". A declaração reforça a perspectiva de que a preservação de filmes é parte da memória nacional.

Oficinas de catalogação e restauro

Além das exibições, a programação inclui três oficinas gratuitas. A primeira, sobre catalogação de acervos, será ministrada por técnicos da Cinemateca. A segunda aborda técnicas de restauro digital, com demonstração de softwares usados na recuperação de películas danificadas. A terceira, voltada a educadores, ensina como usar filmes de arquivo em sala de aula.

Segundo a organização, as vagas são limitadas a 30 participantes por turma. Inscrições podem ser feitas pelo site do Centro Cultural São Paulo. A mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao oferecer essas ferramentas práticas para quem deseja atuar na área.

Programação e destaques

A mostra exibe filmes em três sessões diárias, sempre seguidas de debate. Entre os destaques, está a sessão de "O Pagador de Promessas" (1962), de Anselmo Duarte, primeiro filme brasileiro a vencer a Palma de Ouro em Cannes. A cópia exibida foi restaurada em 2025 pela Cinemateca Brasileira.

Outro momento é a sessão de curtas-metragens silenciosos dos anos 1920, com trilha sonora ao vivo executada por músicos do Instituto Moreira Salles. A combinação de imagem e som ao vivo propõe uma experiência imersiva, conectando o público ao cinema das origens.

Debates com especialistas

Os debates após as sessões reúnem arquivistas, historiadores e cineastas. No dia 15 de julho, a mesa "Memória audiovisual e educação" contará com a participação de representantes do Ministério da Cultura e da Universidade Federal Fluminense. A mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao promover esse diálogo entre instituições e público.

Impacto na formação de novos profissionais

A mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual ao atrair estudantes de cinema, história e arquivologia. Dados da organização indicam que 70% dos inscritos nas oficinas são jovens entre 18 e 30 anos. A procura reflete o interesse crescente pela preservação de acervos como campo profissional.

A arquivista Mariana Costa, que ministra a oficina de catalogação, explica: "O cinema brasileiro tem um acervo imenso, mas ainda pouco acessível. A formação de novos profissionais é urgente". A fala ecoa a necessidade de políticas públicas para a memória audiovisual.

Como participar e próximas edições

A mostra é gratuita e aberta ao público. Para participar das oficinas, é necessário inscrição prévia. A organização planeja levar a mostra a outras capitais em 2027, começando por Recife e Belo Horizonte. A mostra de cinema aponta caminhos para formação em memória audiovisual e pode se consolidar como evento anual.

Cinemateca Brasileira e seus acervos Como preservar filmes em casa Cursos de arquivologia no Brasil

Perguntas Frequentes

A mostra é gratuita?

Sim, todas as exibições e debates são gratuitos. As oficinas também não têm custo, mas exigem inscrição prévia.

Quem pode participar das oficinas?

Qualquer pessoa interessada, a partir de 16 anos. Não é necessário ter formação prévia em cinema.

Os filmes serão exibidos em formato digital?

Sim, a maioria das cópias é digital, mas há sessões com película original, acompanhadas por técnicos da Cinemateca.

Haverá certificado para os participantes das oficinas?

Sim, a Cinemateca Brasileira emitirá certificado de participação para quem completar a carga horária.

Como faço para me inscrever nas oficinas?

As inscrições são feitas pelo site do Centro Cultural São Paulo, a partir de 1º de julho de 2026.

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