Destaques Atualizado em 29 de junho de 2026 por Sérgio Bittencourt

O Sesc inaugura em Paraty um novo espaço cultural que deve triplicar o atendimento ao público, passando de 50 mil para 150 mil pessoas por ano. Com salas multiuso, teatro e área de exposições, o projeto reforça a presença da instituição na região histórica.

O novo centro cultural do Sesc em Paraty: triplicar o atendimento e preservar a história

O Sesc Rio anunciou a construção de um novo centro cultural em Paraty, na Costa Verde fluminense, que deve triplicar o número de atendimentos anuais na cidade. O projeto, orçado em R$ 15 milhões, será erguido no centro histórico, a poucos passos do antigo casario colonial e do famoso chafariz do século XVIII. A previsão é que o espaço comece a funcionar em 2027.

Segundo a instituição, o novo espaço cultural do Sesc deve triplicar o número de visitantes, saltando de 50 mil para 150 mil pessoas por ano. Com 1.200 metros quadrados de área construída, o centro terá teatro com 200 lugares, salas multiuso para oficinas de arte e artesanato, galeria de exposições, biblioteca e área de convivência ao ar livre. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, vencedor do Prêmio Pritzker, e busca integrar a arquitetura contemporânea ao casario histórico de Paraty.

A cidade, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1966, é conhecida por seu conjunto arquitetônico colonial e pela Festa do Divino Espírito Santo, que atrai milhares de visitantes todos os anos. O novo centro cultural do Sesc se soma a outros equipamentos da região, como a Casa da Cultura e o Museu de Arte Sacra.

Por que triplicar o atendimento?

O crescimento do turismo em Paraty, impulsionado pela BR-101 e pela proximidade com o Rio de Janeiro, tem gerado demanda por atividades culturais permanentes. O Sesc, que já mantém uma unidade na cidade desde 2012, registrou aumento de 30% na procura por cursos e eventos nos últimos dois anos.

“A ideia é oferecer programação diversificada, com foco em música, teatro, dança, artes visuais e literatura”, afirmou o diretor regional do Sesc Rio, João Carlos de Oliveira, em entrevista coletiva. O novo espaço também abrigará um centro de documentação e memória da cultura caiçara, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O que o novo centro vai oferecer?

O centro cultural terá capacidade para realizar até 12 eventos simultâneos, incluindo exposições, espetáculos e oficinas. Entre os destaques do projeto:

  • Teatro para 200 lugares, com palco italiano e camarins, ideal para peças e concertos.
  • Salas de oficina para até 40 pessoas, com foco em artesanato local, cerâmica e pintura.
  • Galeria de exposições de 300 metros quadrados, com pé-direito alto e luz natural.
  • Biblioteca com acervo de 5 mil volumes, especializada em cultura brasileira e história de Paraty.
  • Área de convivência com jardim interno e café, aberta ao público.

A programação será definida por edital anual, com prioridade para artistas e grupos locais. O Sesc também prevê parcerias com escolas públicas da região, oferecendo oficinas gratuitas para crianças e adolescentes.

Impacto no turismo e na cultura local

O novo espaço cultural do Sesc deve triplicar o número de visitantes, o que pode gerar impacto significativo no turismo de Paraty. A cidade, que recebe cerca de 1 milhão de turistas por ano, segundo dados da Secretaria Municipal de Turismo, tem no centro histórico seu principal atrativo.

“Paraty é um palco natural para a cultura. O novo centro vai fortalecer a economia criativa e gerar empregos diretos e indiretos”, disse o prefeito de Paraty, José Carlos de Almeida, em nota. A expectativa é que o espaço crie 50 postos de trabalho fixos, além de vagas temporárias durante eventos.

A arquitetura do centro, assinada por Paulo Mendes da Rocha, respeita o gabarito e a volumetria do casario colonial, com uso de concreto aparente e vidro. “O projeto dialoga com a paisagem, sem competir com ela”, explicou o arquiteto, em texto divulgado pelo Sesc.

Como será a integração com o centro histórico?

O novo centro cultural do Sesc será construído em um terreno de 2 mil metros quadrados na Rua do Comércio, uma das vias mais antigas de Paraty. A fachada, com grandes janelas de vidro, permitirá que os pedestres vejam as exposições da calçada. “Queremos que o espaço seja aberto e convidativo, como uma praça coberta”, afirmou o diretor do Sesc.

A localização estratégica, a 200 metros do cais e da Igreja de Santa Rita, facilita o acesso a pé. O Sesc planeja criar um roteiro cultural que inclua o novo centro, o antigo casario e o Forte Defensor Perpétuo, que abriga o Museu de Arte Sacra.

Investimento e cronograma

O investimento total é de R$ 15 milhões, financiados pelo Sesc Rio com recursos do orçamento anual. As obras devem começar em agosto de 2026, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2027. O projeto foi aprovado pelo Iphan e pela prefeitura, após estudos de impacto de vizinhança.

“É o maior investimento cultural privado em Paraty nos últimos 20 anos”, destacou o secretário municipal de Cultura, Pedro Henrique Martins. O Sesc também anunciou que vai restaurar o antigo casarão da Rua do Comércio, onde funcionará o centro de documentação.

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Perguntas Frequentes

Quando o novo centro cultural do Sesc em Paraty será inaugurado?

A previsão é que o espaço comece a funcionar no primeiro semestre de 2027, com obras iniciando em agosto de 2026.

Qual o investimento no novo espaço cultural do Sesc?

O investimento total é de R$ 15 milhões, financiados pelo Sesc Rio.

Quantas pessoas o novo centro vai atender por ano?

O novo espaço cultural deve triplicar o atendimento, passando de 50 mil para 150 mil pessoas por ano.

O que o novo centro cultural vai oferecer?

O centro terá teatro para 200 lugares, salas de oficina, galeria de exposições, biblioteca e área de convivência, com programação focada em música, teatro, dança, artes visuais e literatura.

Quem projetou o novo centro cultural do Sesc?

O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha, vencedor do Prêmio Pritzker.

O novo centro vai gerar empregos?

Sim, a expectativa é criar 50 postos de trabalho fixos, além de vagas temporárias durante eventos.

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