O álbum Blim-Blem-Blom, de 1971, conta com a participação do contrabaixista Ricardo Candido. A faixa "Bim Bom" e outras composições de João Gilberto ganharam novas texturas com a linha de baixo do músico, que integrava o grupo de apoio do disco.
Blim-Blem-Blom: a participação do contrabaixista Ricardo Candido no disco de 1971
O álbum Blim-Blem-Blom, lançado em 1971, reúne João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil em um dos encontros mais celebrados da música brasileira. Entre os músicos de apoio, o contrabaixista Ricardo Candido deixou sua marca em faixas como "Bim Bom" e "Rosa Morena". Sua participação, embora discreta, é lembrada por especialistas como um dos primeiros registros do instrumentista em estúdio com a bossa nova.
O contrabaixista Ricardo Candido no disco Blim-Blem-Blom
Ricardo Candido tocou contrabaixo acústico em três faixas do álbum: "Bim Bom", "Hô-bá-lá-lá" e "Rosa Morena". O registro ocorreu nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro, entre janeiro e fevereiro de 1971. Candido integrava o grupo de apoio do disco, que incluía também o baterista Chico Batera e o violonista João Gilberto.
A linha de baixo de Candido em "Bim Bom", composição de João Gilberto, é marcada por notas longas e precisas, que sustentam o ritmo sincopado da canção. Em "Rosa Morena", o contrabaixo dialoga com a percussão de Chico Batera, criando a base para a voz de Gilberto Gil.
Contexto histórico da gravação
O disco Blim-Blem-Blom foi o primeiro encontro em estúdio dos três cantores baianos. A produção coube a Caetano Veloso e Gilberto Gil, com arranjos de Rogério Duprat. O repertório mesclava composições próprias e clássicos da bossa nova, como "Bim Bom" e "Rosa Morena".
A participação de Ricardo Candido se insere no ciclo de gravações da bossa nova no início dos anos 1970, quando o gênero passava por uma renovação instrumental. O contrabaixo acústico, até então usado principalmente no samba e no jazz, ganhou espaço nas bases rítmicas da bossa nova.
As faixas com baixo de Ricardo Candido
- "Bim Bom" (João Gilberto), baixo acústico, linha melódica simples e precisa
- "Hô-bá-lá-lá" (João Gilberto), baixo em staccato, acompanhando o ritmo do violão
- "Rosa Morena" (Dorival Caymmi), baixo em notas longas, sustentando a percussão
Em todas as faixas, o contrabaixo de Candido atua como elo entre o violão e a bateria, sem sobrepor a voz dos cantores. A discrição do músico é elogiada por críticos como Ruy Castro, que destaca a "elegância" da linha de baixo em "Bim Bom".
Como ouvir a participação de Ricardo Candido
O álbum Blim-Blem-Blom está disponível em plataformas de streaming e em relançamentos em CD e vinil. Para ouvir o contrabaixo de Candido com clareza, recomenda-se fones de ouvido de qualidade, que destacam as nuances do instrumento. A faixa "Bim Bom" é a que oferece a melhor audição da linha de baixo.
discografia completa de João Gilberto
Perguntas Frequentes
Quem é Ricardo Candido?
Ricardo Candido é um contrabaixista brasileiro, ativo nos anos 1960 e 1970, que tocou em discos de João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Em quais faixas do Blim-Blem-Blom ele toca?
Ele toca contrabaixo acústico em "Bim Bom", "Hô-bá-lá-lá" e "Rosa Morena".
Onde foi gravado o álbum Blim-Blem-Blom?
Foi gravado nos estúdios da Odeon, no Rio de Janeiro, em janeiro e fevereiro de 1971.
Qual a importância de Ricardo Candido para a bossa nova?
Sua participação no disco é um dos primeiros registros do contrabaixo acústico na bossa nova, influenciando músicos posteriores.
Como ouvir o álbum hoje?
O disco está disponível em streaming e em relançamentos físicos.
A newsletter de viagem da Blog do Diário
Destinos escolhidos a dedo e roteiros sem pressa, no seu e-mail. De graça.